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A Eternidade Mora nos Outros: Não desaparecemos, nos espalhamos em quem nos ama

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 A Eternidade Mora nos Outros  Não desaparecemos, nos espalhamos em quem nos ama             Minha avó paterna se chamava Edite. Grande vovó Edite.             Nós perdemos ela há alguns anos atrás. Ela desenvolveu Alzheimer quando eu estava no começo da minha adolescência e aos poucos foi deixando de ser e lembrar quem era. Eu já era adulto quando ela partiu desse mundo de vez. Meu convívio e memória com elas são basicamente apenas da infância.             Vovó Edite era extremamente engraçada e extrovertida. Ela não era aquele tipo de velhinha cheia de pudor e decoro, ela te mandaria à merda se tivesse vontade e faria isso morrendo de rir. E esse é outro detalhe dela que está eternamente tatuado na minha memória: a risada    dela . Dona Edite tinha uma risada estrondosa e escandalosa. Aquele tipo de...