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A história finita e trágica que, conscientemente, escolhemos escrever juntos quando decidimos amar.

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                      Há uma certa epifania que eventualmente toda alma madura encontra: que o amor que habitamos, ou buscamos habitar, não é uma catedral de pedras, mas uma tenda de pano. Nós construímos suas paredes com palavras que sempre significam menos do que prometem. Fazemos promessas que duram apenas o tempo necessário para serem ditas. O “para sempre” é uma figura de linguagem, uma simples metáfora.                 A epifania se dá assim, no auge do paradoxo da maturidade afetiva. Não há mais uma convicção cega de se ter encontrado a verdade absoluta no outro, mas há a coragem de abraçar conscientemente ficção que se decide criar conjuntamente. Sabemos, no fundo de nossas almas, que o “amor” como entidade absoluta não existe, o que existe é um ato contínuo de amar. Que é um verbo, por natureza, frágil e transitório. Aquilo que chamamos ...